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O delegado-geral Ulisses Gabriel, confirmou que os adolescentes, de classe média-alta, embarcaram para Orlando, nos Estados Unidos, em “viagem pré-programada”. A defesa informou que as famílias haviam planejado a viagem antes das agressões.
Os jovens devem retornar ao Brasil apenas na próxima semana e a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente deve intimá-los para prestar depoimento sobre o espancamento que tirou a vida do Orelha.
Pai ameaçou porteiro
A operação policial desta segunda teve como alvo os pais dos adolescentes. Os agentes buscavam uma arma de fogo que um dos pais teria usado para ameaçar o porteiro do condomínio de luxo onde a família mora.
Ele teria tentado coagir o funcionário para impedir que ele entregasse informações ou imagens das câmeras de segurança à polícia.
Técnicos analisam agora celulares apreendidos para buscar registros das agressões nos grupos de mensagens dos jovens.
Atrapalhar a investigação
Segundo a polícia, um policial civil, pai de um dos garotos que cometeram o crime, teria coagido uma testemunha para tentar proteger o filho e atrapalhar as investigações do crime.
No mandado de busca e apreensão na casa dele, a polícia procurava a arma usada na tentativa de coação, que não foi encontrada. Porém achou uma certa quantidade de drogas na residência,
No total, a polícia cumpriu três mandados de busca e apreensão nas casas dos três adultos suspeitos de coação. Os nomes deles não foram divulgados. O Ministério Público de SC acompanha as investigações.
Cachorro querido
Orelha era um cachorrinho idoso, de 10 anos, bonzinho, amigável, que vivia na região da Praia Brava, área nobre da cidade. Ele brincava com todo mundo e era alimentado por moradores. Até que foi vítima desses jovens maldosos, cruéis, frios, sem alma, que agrediram o Orelha a pauladas, no último dia 16 de janeiro, sexta-feira.
Ele foi encontrado, agonizando, tão ferido que os veterinários não tiveram outra alternativa: fizeram a eutanásia.
Dois dos adolescentes que cometeram o crime foram localizados pela polícia, enquanto os outros dois fugiram para os Estados Unidos.
#JusticaPorOrelha
Nas redes sociais, a morte do Orelha causou comoção de anônimos e famosos.
O ator e comediante Rafael Portugal postou nesta segunda-feira (26) um vídeo que já ultrapassou 5,5 milhões de visualizações, indignado com a morte do Orelha e a crueldade do crime.
“Orelha era um cão super dócil, tinha 10 anos e era mascote do local. Por que fizeram isso? Foi pura maldade. Não foi uma pessoa só, foram quatro. É muito triste. Agora precisa ter justiça, e a gente não pode deixar essa situação morrer”, afirmou.
A cantora Ana Castela também se pronunciou: “Matar cachorro é crime, decepar a pata de um cavalo é crime. Estou aqui para prestar meu apoio, não só pelo Orelha, mas por todos os animais que já sofreram. Não entra na minha cabeça como alguém pode ter um coração tão frio a ponto de fazer isso”, afirmou.
Sem impunidade
A polícia informou que 2, dos 4 jovens que mataram o cachorro Orelha, foram passar férias na Disney depois da crueldade que cometeram, em uma praia de Florianópolis, Santa Catarina, no último dia 16.
As atrizes Heloísa Périssé e Paula Burlamaqui também publicaram vídeos lamentando a morte de Orelha e cobrando uma resposta das autoridades.
“Eles simplesmente espancaram o cachorro. É um caso muito triste. Estou trazendo isso para vocês para que a gente dê mais visibilidade ao que aconteceu e para que pessoas de elite não saiam impunes de um crime terrível que cometeram”, disse a influencer Karol Queiroz.
A atriz Bruna Lombardi compartilhou o post Justiça Por Orelha no Instagram e chamou de monstros os adolescentes que mataram o cachorrinho: “Eles são a vergonha das famílias, da escola, da sociedade, do país! MONSTROS!!! JUSTIÇA!!! SERÃO MONSTROS PRO RESTO DA VIDA!!!”, concluiu.
Punição exemplar
E é isso que a gente espera, que os autores desse crime bárbaro, contra um animalzinho indefeso, sejam punidos exemplarmente.
E que os adultos que estão tentando atrapalhar as investigações também sejam responsabilizados para que todo o Brasil saiba que aqui não é terra sem lei: maltratar animais é crime nesse país e dá cadeia para quem não respeitar, independentemente de ser pobre ou rico.
Mesmo com investigações em andamento, o cenário mais provável envolve:
A internação, se ocorrer, tende a ser excepcional e por período reduzido. O cumprimento do prazo máximo de três anos é raríssimo e reservado a adolescentes extremamente violentos, reincidentes e considerados como “risco contínuo”.
O caso Orelha escancara um conflito profundo entre o sentimento coletivo de justiça e os limites da legislação brasileira. Não importa a brutalidade do ato ou a pressão popular: a resposta do Estado é condicionada por uma lei que diferencia, de forma rígida, a proteção da vida humana e a proteção dos animais.
#JusticaPorOrelha
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